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quinta-feira, 30 de maio de 2013

A Origem Sombria dos Contos de Fada

No século 16, em uma época sombria onde o lado obscuro da mente humana reinava em absoluto, os contos de fada não eram histórias para crianças.
 

Isso acontecia porque naqueles tempos a cultura era rústica e não havia distinção entre infância, adolescência e idade adulta.
 
A maioria dos contos infantis foram inventados por camponeses que incluíam sexo, estupro, violência e finais macabros nas histórias.
 
Chapeuzinho Vermelho, Cinderela, Branca de Neve, Bela Adormecida e outros contos de fadas foram contados de geração para geração por camponeses em volta do fogo nas noites de inverno europeu.
 
Escritores como o francês Charles Perrault e os alemães Jacob e Wilhelm Grimm se destacaram no fim do século 17 e o início do século 19 por pesquisarem e adaptarem as histórias contadas por camponeses. Eles não foram os primeiros a passar para o papel as histórias, mas foram os mais bem-sucedidos em suas adaptações.
Nos dias atuais, foram eliminados dos contos os detalhes violentos ou sexuais e incluídos o final feliz e a moral da história.
Segue abaixo algumas histórias originais:
 
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CHAPEUZINHO VERMELHO
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 
 
Abaixo segue trechos da história de Chapeuzinho contada pelos camponeses na França do século 18:

“Então o lobo seguiu pelo caminho dos alfinetes e chegou primeiro à casa. Matou a avó, despejou seu sangue numa garrafa e cortou sua carne em fatias, colocando tudo numa travessa. Depois, vestiu sua roupa de dormir e ficou deitado na cama, a espera da menina. 

Toc, Toc!
Entre, querida. – disse o lobo.
 
Olá vovó. Trouxe para a senhora um pouco de pão e leite. – disse a menina.
 
Sirva-se também de alguma coisa. Há carne e vinho na copa. – disse o lobo.
 
A menina comeu o que lhe era oferecido...
 
 
 

 
 
 
Depois o lobo disse:
Tire a roupa e deite-se na cama comigo.
 
Onde ponho o avental? – disse a menina.
Jogue no fogo. Você não vai mais precisar dele. – respondeu lobo.

Para cada peça de roupa, corpete, saia, anágua e meias, a menina fazia a mesma pergunta.
E cada vez, o lobo respondia:
Jogue no fogo. Você não vai precisar mais dela.
 
 
 
 


 
 
 
Quando a menina se deitou na cama, disse:
 
Ah, vovó! Como você é peluda!
É para me manter mais aquecida, querida. – ele respondeu.
 
(...) Até que ela perguntou:
Ah, vovó! Que dentes grandes você tem!
É para comer melhor você, querida! - E ele a devorou”.
 
 
 
 
 
 
 
 
  
 


 
E assim acaba os conto, sem “moral da história”, sem caçador, sem final feliz.

 
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CINDERELA
 
Incesto, assassinato, mutilação... Assim eram as versões primitivas de Cinderela. Em uma das histórias, a madrasta deixa Cinderela sem comer, em uma época em que a fome rondava as aldeias.
 
 
 
 
 
 
 
 

 
 
  
Em outra versão, a moça vira empregada para fugir do assédio sexual do pai, que quer casar-se com a própria filha, pois esta lhe lembra sua falecida esposa.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Abaixo estão trechos da versão mais sinistra, a dos irmãos Grimm:
“Cinderela quase perdeu o horário e teve que sair correndo, perdendo um dos sapatinhos e a carona, ficando no meio da rua com suas roupas velhas.
O príncipe não a viu, mas encontrou seu sapatinho de ouro e proclamou que se casaria com a pessoa cujo pé coubesse nele.
(...) chegou a vez das irmãs experimentarem. A madrasta as chamou e disse que se o sapatinho não coubesse, elas deveriam usar uma faca e cortar um pedaço de seus pés.
 
A irmã mais velha experimentou e não serviu, então cortou seu calcanhar e o sapatinho serviu. O príncipe já estava levando ela para o castelo quando os pássaros amigos de Cinderela cantaram dizendo que tinha sangue no sapato. O príncipe viu e levou a impostora de volta para casa.
 
 
Então a segunda irmã experimentou os sapatos e precisou cortar os dedos para servir. Novamente o príncipe estava levando ela para o castelo e os pássaros avisaram cantando sobre o sangue. O príncipe voltou para a casa e perguntou se havia outra garota. A madrasta não queria, mas ele a fez chamar Cinderela. O sapatinho serviu e ele reconheceu sua noiva.

 
 
Ao irem para ver o casamento da Cinderela, as irmãs más ficam cegas ao sofrerem um ataque dos pássaros que ajudaram.”
 
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A BELA ADORMECIDA
O conto original de A Bela Adormecida foi escrito em 1634, pelo italiano Giambattista Basile que havia publicado um conto chamado Sol, Lua e Tália. A princesa chamava-se Tália, e seus filhos Sol e Lua.
 
 
 
 
 

 
 
 
 
 

 
Porem... Em relatos franceses e espanhóis do século 14 ao 16, as versões de A Bela Adormecida são obscuras... Abaixo segue trechos de duas versões desse conto.
Numa das versões, uma farpa de linho encantada entra sob a unha da princesa Tália e ela imediatamente cai adormecida. O rei coloca sua filha em uma cadeira de veludo no palácio, tranca e abandona o reino para sempre, para apagar a lembrança de sua dor.
 
Algum tempo depois, outro rei estava por ali caçando e encontra Tália. Ele apaixona-se por sua beleza, mas como não consegue acordá-la, a estupra e vai embora. Nove meses depois Tália dá a luz a gêmeos, Sol e Lua, mas continua adormecida. Um dia um dos bebês não encontra seu seio para mamar e coloca a boca no dedo da mãe e suga. Suga com tanta força, que extrai a farpa e a faz despertar.
 
Um dia o rei lembra de sua aventura com Tália e resolve ir visitá-la. A esposa do rei descobre o caso e manda cozinhar as duas crianças e serví-las para o rei. Mas o cozinheiro prepara cabritos no lugar. Depois a rainha manda buscar Tália para lançá-la ao fogo, mas o rei chega a tempo e lança a própria esposa no lugar de Tália. Ele casa-se com Tália e vive com ela e seus filhos.

Em outra versão, é um príncipe que estupra a bela adormecida e a engravida.
 
 
Ele continuou a se satisfazer sexualmente durante os nove meses antes da adormecida dá luz a gêmeos que ao nascerem foram em busca de leite acabaram acidentalmente chupando o dedo dela, retirando assim a farpa amaldiçoada.
 
 
O príncipe voltou após o nascimento dos gêmeos. Mas quando ele chegou lá e encontrou a bela, já não mais adormecida e com duas crianças, decidiu-se casar com ela, mas ele não poderia levá-la ao seu castelo, pois sua mãe que era uma aberração e tinha o habito de comer crianças.
Por isso ele esperou alguns anos até que seu pai morre-se e ele vira-se rei para aí então poder levar sua mulher e filhos para seu reino. E assim aconteceu, mas na primeira viagem que ele fez, sua mãe resolveu comer seus dois netos, e não satisfeita, também sua nora. Mas, com a ajuda do cozinheiro a bela conseguiu se esconder até o retorno do seu marido, que quando ficou sabendo dos planos de sua mãe mandou matá-la.
 
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BRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕES
O conto atual da Branca de Neve sofreu poucas alterações, mas o que foi alterado era perverso.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Abaixo segue algumas observações na versão dos Irmãos Grimm.
 
Algo sinistro nessa história é a compulsão que o príncipe tem por Branca de Neve, sendo que ela tinha apenas sete anos...
 
 
 
 
 
 
 
 
  
 
 
 
 
(...) e ao invés de dar um "beijo de amor", o principie carrega o corpo morto da branca de neve para seu palácio, para que assim ela estivesse sempre com ele. “O que o príncipe queria fazer com o corpo desfalecido da garota é algo que mexia com a imaginação sombria daquela época”...
 
 
Depois de algum tempo, um de seus servos, cansado de carregar o corpo da garota, resolve descontar sua frustração e espanca Branca de Neve. Um dos golpes desferidos no estômago faz com que ela vomite a maçã envenenada e assim volte à vida.
 
Nas histórias mais antigas a rainha não pedia ao caçador para trazer apenas o coração da Branca de Neve. Ela queria um jarro com seu sangue e também outros órgãos como pulmão e fígado para ser servido no jantar.
Na história original da Branca de Neve, a madrasta malvada, que em algumas versões não é madrasta e sim sua mãe, não cai de um penhasco como é mostrado no final do filme da Disney. Ela é forçada a vestir sapatos de ferro em brasa e dançar até cair morta.
 

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A PEQUENA SEREIA
Na versão de A Pequena Sereia da Disney, a princesa Ariel termina sendo transformada em um ser humano para que possa casar com Eric. Há uma festa maravilhosa com a presença de seres humanos e seres do mar...
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
No entanto, segue abaixo trechos do conto original de Hans Christian Andersen de 1837:
Na sua ida à superfície, a pequena sereia se apaixona por um príncipe de um navio e o salva quando o navio afunda. Ela vai atrás da bruxa do mar para ganhar pernas, mas sob algumas condições, ela perderá a voz, a cada passo sentirá dor como se pisasse em facas e por fim, se o príncipe não se casar com ela, ela estará condenada a virar espuma do mar.
 
Depois da transformação ela se aproxima do príncipe e ele passa a amar, mas ele à ama como se ama uma criança e não uma esposa.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
  

 
 
Algum tempo depois, um casamento é arranjado entre o príncipe e uma princesa de um reino próximo.
No dia antes do casamento, as irmãs da sereia aparecem. Elas deram seus cabelos para a bruxa em troca de uma faca, que se cravada no coração do príncipe, dará a chance de a pequena sereia continuar viva e voltar a ser sereia como antes. Mas, ao invés disso, a pequena sereia pula no mar e morre se dissolvendo em espuma.
 
 
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OS TRÊS PORQUINHOS
 
Diferente da atual e inocente história, Os Três Porquinhos na versão de 1890, de Joseph Jacobs, é sinistra... os dois primeiros porquinhos são comidos pelo Lobo Mau. 
 
Na terceira casa, o porquinho tinha colocado um caldeirão de água fervendo na lareira e quando o lobo invade a casa pela chaminé, cai dentro do caldeirão e morre.
O 3º porquinho aproveita e faz um ensopado, e come o lobo.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 
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JOÃO E MARIA
Essa por si já é um conto assustador, afinal, um pai que larga os filhos na floresta para morrerem de fome não é o tipo de história para crianças.
 
 
 
 
 
 
 
 

 
 
 
 
Na versão conhecida de João e Maria, ouvimos sobre duas crianças que são abandonadas na floresta, se perdem e encontram uma casa feita de doces e guloseimas que pertence a uma bruxa. Elas então são aprisionadas enquanto a bruxa se prepara para comê-las. Eles conseguem escapar e atiram-na no fogo, salvando-se.
 
 
 
 














Numa versão francesa mais antiga chamada As Crianças Perdidas, ao invés de uma bruxa, há um casal demônios, que também é enganado pelas crianças.

 
Os demônios estão prestes a colocá-los na guilhotina, mas as crianças fingem não saberem como entrar no instrumento e pedem para a esposa do demônio mostrar como se faz. Nesse momento, elas cortam seu pescoço e fogem levando o dinheiro e a carroça do casal de demônios.
 
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O FLAUTISTA DE HAMELIN
Nessa historia, um tocador de flautas mágico é contratado por uma cidade para livrá-la de uma infestação de ratos. Ele cumpre seu papel, mas quando volta para receber seu tão suado dinheiro, a cidade se recusa a pagar. Daí, como vingança, ele usa os poderes de sua flauta para raptar todas as crianças da cidade e só as devolve após receber seu pagamento. Até aqui tudo bem, mensagem positiva e uma moral no fim da historia.
 











 
Mas no conto original, depois de receber o pagamento da cidade o encantador não devolve as crianças. Na verdade ele faz com que elas todas se afoguem num rio.

E, em algumas versões ainda mais antigas, o flautista faz orgias sexuais com as crianças dentro de uma caverna escura.












FIM.
 

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Eleições 2012.

Diferente de professores, médicos ou policiais que estudam anos para poderem exercer suas funções e muitas vezes trabalham dois turnos para receberem mais de mil reais, na política a realidade é outra, basta querer e não ser analfabeto e pronto!!!

Entre os 193 países da ONU, o Brasil é o único que paga salário a seus vereadores, nos outros países ser vereador é um cargo voluntário.

Além de ganhar mais de DEZ MIL REAIS (no caso do cargo mais simples que é vereador), esses mesmos políticos que entram no poder sem estudo ou qualquer qualificação e mal sabem ler, ainda decidem o salário daqueles que se dedicam anos para formarem pessoas capacitadas ou cuidarem da saúde delas, parece piada...

Esse talvez seja o principal motivo que faz o Brasil ter a 6° maior economia do mundo mas se quer está entre os 70 países melhores desenvolvidos na educação, saúde e segurança, ou seja, onde é investido todo esse dinheiro da nossa economia?

Abaixo algumas imagens que pode explicar um pouco tudo isso...


A imagem acima é da campanha da Mulher Pêra nas eleições de 2010 onde ela não foi eleita.



Em texto publicado junto com a imagem acima, Pêra descreve suas propostas de campanha e explica:
"sou guerreira, funkeira, e mulher de marketing. Assim sendo, fiz essa foto apenas para chamar a atenção e marcar o meu número,  sem a ideia de me vulgarizar”.
Aham, acreditamos.

Como diz o Tiririca: Pior que tá não fica!!! 


Eles fodem com a nossa vida e gozam da nossa cara. Post marcado como "Reportagem Erótica"

domingo, 1 de abril de 2012

A Origem do Carnaval.

Alguns estudiosos atribuem a origem do Carnaval aos rituais realizados no princípio da nossa civilização pelos povos primitivos que celebravam as boas colheitas com dança e música no período neolítico entre dez e seis mil anos antes de Cristo.


Outros acreditam que o carnaval teve origem no antigo Egito, nas celebrações realizadas em homenagem à deusa Isis e ao Touro Apis pelas colheitas entre quatro e dois mil anos antes de Cristo.

Procissão do Touro Apis (1879). Pintura de Frederick Bridgman.

A evidência mais forte é que a origem do Carnaval foi na Grécia em meados dos anos 600 a 520 a.C. em culto a Dionísio, o deus do vinho e em agradecimento aos deuses pela fertilidade do solo e pela colheita, essas festas incluíam bebidas e orgias sexuais.


Tempos depois na Roma antiga, as festas eram em honra ao deus do vinho e da orgia Baco (Dionísio para os gregos) e ao deus da agricultura Saturno (Cronos para os Gregos).

O Jovem Baco (1884). Pintura de William Adolphe Bouguereau.

Antes de se chamar Carnaval, as festas eram chamadas de “Saturnália” em homenagem ao deus Saturno e também de “Bacanal” em homenagem ao deus Baco.

Esses festejos eram comemorados por sete dias e era marcada por grandes festas e celebrações onde predominava a bebedeira e as orgias.


Nesse período todas as atividades e negócios eram suspensos, os escravos ganhavam liberdade temporária e as restrições morais eram deixadas de lado. As pessoas trocavam presentes e um rei era eleito por brincadeira para comandar a festa pelas ruas.

A igreja católica por séculos tentou combater esses festejos pelos seus atos pecaminosos, mas por ser uma comemoração cada vez mais popular, no século VI em 590 d.C. o Papa Gregório I, oficializou a festa no calendário eclesiástico como um culto que antecede a quarta feira de Cinzas, data que inicia os quarenta dias de jejum (Quaresma), que ao seu final dá início à Semana Santa, semana que antecede o Domingo de Páscoa.

O combate entre o carnaval e a quaresma (1559). Pintura de Pieter Brueghel.

A origem da palavra "carnaval" surgiu entre os séculos XI e XII do latin "carnis valles" (carnis significa carne e valles significa prazeres). Está relacionada ao pecado cometido pelos prazeres da carne.


O longo período de privações do calendário eclesiástico fez do Carnaval um dos maiores eventos festivos do mundo. Por não conseguir limitar o carnaval à um simples culto, em 1545, durante o Concílio de Trento (reforma da igreja católica), o Carnaval passou a ser reconhecido pela igreja como uma festa popular.

No século XV, o papa Paulo II introduziu o baile de máscaras ao Carnaval, para que os participantes da alta sociedade conservadora pudessem ter sigilo. Hoje em dia Veneza é o símbolo do carnaval de máscaras.


Por volta do século XVII, o Carnaval em países da Europa como Itália e França ocorria em formas de desfiles urbanos, onde os carnavalescos usavam máscaras e fantasias.

Desfile de carnaval com figuras mascaradas (século XVII-XVIII). Pintura de Pierre Bergaigne.

Em Portugal, nos séculos XVII e XVIII o Carnaval era chamado de Entrudo e aos pouco foi se tornando violento e no máximo da falta de respeito, homens e mulheres atiravam água suja e ovos das janelas dos velhos sobrados. Nas ruas havia guerra de laranjas podres e restos de comida e se cometia todo tipo de abusos e atrocidades.

O Carnaval chegou ao Brasil no século XVII através da influência portuguesa com o nome de entrudo na cidade do Rio de Janeiro.

Assim como em Portugal, o Entrudo era uma festa grosseira. Após insistentes intervenções e advertências da Igreja Católica, os banhos de água suja foram sendo substituídos por água perfumada e a guerra com resto de comida foi substituído por batalhas de flores, também se iniciou os desfiles em carros alegóricos, de origem européia, principalmente de Paris no século XIX.

Dia Dentrudo (1823). Pintura de Jean-Baptiste Debret.

No fim do Século XIX, as danças criadas pelos escravos eram chamadas samba e foi essa dança que deu ritmo ao carnaval.


O Rio de Janeiro foi o mais bem sucedido em criar e exportar o estilo de fazer carnaval com desfiles de escolas de samba para outras cidades do mundo.


Hoje em dia o carnaval tem os mesmos principios da sua origem à séculos atrás, festas, bebidas e sexo.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

O passado erótico de Xuxa.

Na extinta Rede Manchete, Xuxa já apresentava um programa infantil de sucesso, O Clube da Criança, o programa foi ao ar em 1984, marcando a estréia de Xuxa na tv brasileira. Xuxa saiu do programa em 1986, indo para a Rede Globo.

O Clube da Criança apresentado por Xuxa.

Mas pouco antes de ir para a Globo, Xuxa começou uma batalha para limpar seu passado erótico que poderia atrapalhar seu futuro profissional, pois ela já estava sendo sondada pela Rede Globo para começar um grande e inovador programa infantil (proposta que se concretizaria em 1986).

Poucos sabem, mas antes da fama como cantora e apresentadora de programas infantis, a rainha dos baixinhos Xuxa Meneghel pousou nua para as revista Playboy e a extinta Ele & Ela e aos 16 anos gravou um filme erótico com um garoto de 12 anos.

Xuxa sabia que com seu currículo não teria futuro em programas infantis, a apresentadora já havia posado nua em cinco números da extinta revista Ele & Ela, além de uma sessão de fotos para a Playboy e o pior... aos 16 anos de idade Xuxa fez um filme erótico intitulado Amor Estranho Amor, gravado em 1979, onde ela vive uma prostituta. No filme Xuxa é uma ninfeta que tem sua virgindade leiloada entre os freqüentadores mais ricos e também aparece nua na cama seduzindo um garoto de doze anos.

Cartaz de estréia nos cinemas do filme erótico "Amor Estranho Amor" lançado em 1982.

O filme foi um grande problema para a futura rainha dos baixinhos, pois poderia acabar com qualquer pretensão de trabalho com crianças, ainda mais na maior emissora do país.

Cena do filme "Amor Estranho Amor".
Revista Ele & Ela.
A luta para limpar a sua imagem sexual foi bem tumultuada em alguns pontos. Como Xuxa era a grande atração da Rede Manchete, do mesmo grupo da revista Ele & Ela, não teve problemas para receber os originais dos cinco ensaios e sumir com eles.

 


Filme Amor Estranho Amor.
Com o filme Xuxa teve mais trabalho, somente por meio de medida judicial conseguiu proibir qualquer forma de comercialização de cópias do filme. Seus advogados alegaram que o contrato para atuação não previa esse tipo de exposição, a imagem da apresentadora não podia ser usada sem sua autorização (o filme é quase uma lenda, sem cópias disponíveis em VHS ou DVD, é praticamente uma raridade).

Cena do filme "Amor Estranho Amor".

Capa da 7ª Edição da Playboy.
Sendo assim, restava somente uma frente de batalha: as fotos feitas para a Playboy, revista de enorme circulação do poderoso Grupo Abril. Em um tempo sem internet, e conseqüentemente sem pornografia digital, a Playboy era a grande fonte de inspiração para os marmanjos mais individualistas e tinha um grande poder de opinião. A revista estava muito bem resguardada por meio de contratos e termos jurídicos, tudo devidamente assinado pela apresentadora, tanto que ela não se lançou em uma desgastante e inútil briga judicial.


Nesse tempo Xuxa namorava Pelé, um dos homens mais conhecidos do mundo.
  

Foi então que a loura deu a grande cartada. Em maio de 1985 entra na redação da revista Playboy o Rei Pelé, maior jogador de futebol de todos os tempos. Pelé namorava a apresentadora desde 1981, quando ela tinha 17 anos, após terem feito um ensaio fotográfico juntos. Ele foi um dos grandes responsáveis pela ascensão de Xuxa e decidiu entrar na briga para ter a posse das fotos.


















A reunião foi marcada pelo Rei diretamente com o todo poderoso diretor de Redação da época, Mário Escobar de Andrade, que já chegou decidido a não criar problemas. A decisão da revista era entregar as fotos da Xuxa nuas para Pelé, em uma deferência especial a ele e também, demonstração de consideração com ela. Tudo já estava acertado, pensado e discutido, tanto que o contrato de cessão das fotos já estava pronto, tudo elaborado pelo departamento jurídico da Editora Abril, faltando somente a assinatura do Rei. Pelé saiu de lá com as fotos em mãos e em troca daria uma entrevista especial e reveladora para a edição de 10º aniversário da Playboy, direto de sua casa em NY, com informações inéditas sobre sua vida.

Certamente Pelé não fez isso por ciúmes, mas provavelmente pelo pedido da namorada. A prova disso é simples, as fotos foram feitas três anos antes, quando os dois já namoravam, e certamente ele deve ter sido consultado e também deve ter aprovado tudo.


O namoro dos dois terminou logo depois, em 1986, um ano após o episódio e um pouco antes do começo da era Xuxa na Globo.